quinta-feira, setembro 24, 2009

A Profecia dos Senhores do tempo


Um povo pré-colombiano, localizado no sul do México na Península de Yucatán, concebeu heranças surpreendentes, esses senhores do tempo: Os Maias.

Enquanto a Europa estava coberta nas sombras da Idade Média, os maias faziam predições através de seus conhecimentos científicos, até hoje seu início é um mistério, assim como a cultura e o surgimento de sua civilização, mas a excelência e destreza dos maias em áreas da astronomia, arquitetura e da matemática, é fato, tinham o conceito de zero e base de 20 números para contagem. Eles registraram seus extensos repertórios de cálculos, o que permitiu estudiosos verificarem que o interesse do tempo para os maias, era uma obsessão.
Como obtiveram esse profundo conhecimento do tempo é um mistério, mas leva até hoje turistas de todo o mundo a observar um estranho acontecimento na antiga cidade maia; um jogo de luz e sombras às 15:00 hs que formam a silhueta de uma serpente numa pirâmide tridimensional (parecido com um Zigurate). Foi o conhecimento avançado no ápice, que construiu essa extraordinária pirâmide, que também é um calendário.

A obsessão maia pelo cálculo do tempo revela previsões em ciclos pelos calendários, coincidência ou não um desses ciclos se iniciava bem no dia em que os espanhóis chegaram ao México.

Os calendários maias compõem-se de três calendários sofisticados e fascinantes sem precedentes por nenhuma outra civilização. Um dos calendários era baseado no período de nove meses (uma gestação), esse é chamado de Tzolkin.
O Tzolkin se combina com outro calendário, o Raab, como se fossem engrenagens formando o calendário circular. Esse brilhante calendário circular constitui um ciclo de 52 anos, onde os números, os dias e meses só se repetiam a cada 52 anos, e  são equivalentes ao nosso século.
No Tzolkin cada dia tinha um significado, uma visão do futuro e do universo. Outro instigante calendário também fazia parte da contagem do tempo : o de conta longa.
É a partir do calendário de conta longa que o conceito de espaço dos maias se concentra, em previsões que transcendem o tempo, ou seja, o descobrimento do futuro e sua decorrência.

Os maias desenvolveram esses calendários complexos e precisos como o Raab (calendário do sol, 4 segundos mais preciso que o calendário atual que usamos), o Tzolkin (mapeava o destino dos maias na sua cultura, e a previsão de fenômenos astronômicos), e por fim o de conta de longa que calculava entre outras previsões; o fim do mundo(que medo).

Eles não tinham o conceito de fim do mundo como abstrato ou vago, pois seus cálculos com altos números lhes permitiram exatidão. Para os maias o fim dos tempos está relacionado com o fim do calendário de conta longa, um fim de um ciclo, um alinhamento galáctico no dia 21 de dezembro de 2012.

A profecia do final dos tempos em 21 de dezembro de 2012, pode ser tão reveladora quanto perturbadora, mas será que essa profecia originada de um povo mítico tem a capacidade de delimitar tudo? Ou então só seria um novo ciclo que se iniciará como a chegada dos europeus ao México? O que acontecerá nesse dia sinistro?

Talvez possa ser um dia como outro qualquer, mas que nos ajuda a parar para pensar no que estamos fazendo, e com essa reflexão colocarmos em prática os bons princípios que envolvem o nosso próprio futuro.
Com certeza, o fim do mundo tem mais a ver com o que estamos fazendo do que com o que as profecias maias. A começar pelas altas incidências de gás carbônico que agridem a atmosfera, o consumismo desordenado e o conseqüente desperdício, o desmatamento desenfreado das florestas, os recursos naturais esgotados, gerando a degradação do planeta e suas reações biológicas devastadoras.