terça-feira, janeiro 12, 2010

A beleza déspota


Na busca de um perfil padronizado pela moda, várias pessoas dedicam-se e preocupam-se em obter um visual perfeitamente ideal, mesmo que esse idealismo afete o bem-estar físico, psicológico e social. Nesse perfil de beleza fiscalizada, a influência da mídia e da sociedade é crucial para moldar o comportamento de muitos quando se trata de ter uma aparência bonita.

Numa tentativa de apresentar um visual escultural para os amigos, para a família e para outras pessoas, uma conceito de beleza já está definido para os escravos da moda, que a todo custo procuram se encaixar nos tipos que se relacionam com a estética. A precipitação dessas tendências ainda que simplesmente aceitas, originam distúrbios complicados, originados principalmente pela inconstante padronização midiática e depois pelo comportamento familiar. Um exemplo da inconstância desse padrão é a de tempos mais antigos, em que pessoas gordas eram símbolos de aristocracia, beleza e elegância, mas hoje o que está em revistas, filmes ou na TV, mostra que esse quadro mudou bruscamente, incontáveis atrizes magras ou magérrimas influenciam muita gente, pelo decadente hábito de pensar que magreza é sinônimo de beleza. Além da mídia, a sociedade e a família também contribuem para ditar o que é belo, as pessoas são estimuladas a serem magras até mesmo quando já não é mais saudável. São dicas impostas aos seus seguidores. A família exerce grande influência no que se refere a não ser gordo, e termina gerando ciclos de neuroses. A magreza exagerada das modelos que sofrem de anorexia ou desenvolvem distúrbios alimentares como a bulimia nervosa, torna-se comum no âmbito familiar das modelos. Por isso, que distúrbios originados por essa preocupação de ser magro, envolve fatores complexos nesse imperceptível padrão ditador de beleza.

A falta de bom-senso é o que cega as pessoas para os problemas que essa obsessão causa. É uma alienação que provoca doenças e uma vida nada agradável, o que a partir daí torna-se uma submissão para os que se permitem serem manipulados pelas cirurgias meramente estéticas por causa da opressora moda. Será que a aparência é tão importante para chegar ao ponto das pessoas sacrificarem o  bem-estar mental e físico? Ou existe a utopia de que é possível manter-se imune dos efeitos desgastantes das doenças e da idade na transição do tempo?